Heartstopper, a série de livros que acompanha Nick, Charlie e seus amigos, chegou para ficar. Vocês sabem que eu sou obcecada por essa história e pelo que ela representa para nós da comunidade LGBTQIAP+: ponto alto da trama está em um relacionamento leve, tranquilo, sem nenhum drama super pesado que existe apenas para fazer os personagens sofrerem. Em resumo, Heartstopper mostra que o amor não precisa e nem deve ser complicado!
No quarto volume, intitulado Heartstopper: De Mãos Dadas, acompanhamos o avanço do namoro dos nossos protagonistas preferidos, rs. Durante a excursão para Paris, Nick finalmente se sentiu pronto para contar para as pessoas que está em um relacionamento amoroso com Charlie, a coisinha mais fofa do mundo. Porém, como nem tudo são flores, também foi durante essa viagem que Nick confirmou que Charlie tem um transtorno alimentar. Esse volume, então, tem um tom um pouco mais sério, porque o foco principal é o diagnóstico de anorexia do Charlie e os vários transtornos que vêm junto, como ansiedade e automutilação.
Minha opinião sobre os volumes anteriores:
✦ Heartstopper: Dois Garotos, Um Encontro & Heartstopper: Minha Pessoa Favorita
✦ Heartstopper: Um Passo Adiante
O que eu mais amo na Alice Oseman é que, por mais tenso que o assunto seja, ela consegue trazê-lo de forma leve. Então, por mais que existam gatilhos nesse livro e partes bem difíceis, nada é ofensivo e autora tenta — e consegue — apresentar as situações de forma muito singela. Tendo isso em vista, acredito que Oseman foi muito responsável, principalmente porque ela faz questão de deixar claro que por mais que o amor seja importante, às vezes precisamos de ajuda profissional. No fim das contas, não há amor que cure transtornos mentais...
O Nick é a coisa mais fofa do mundo, vocês já sabem disso... Mas ele se mostra um perfeito cavalheiro nesse quarto volume, porque ele está muito preocupado com Charlie. Busca saber mais sobre o transtorno, passa a observar mais o namorado e demonstra um apoio muito grande. Essa parte foi bem bonita de acompanhar, ainda mais levando em consideração que Charlie não tem um diálogo muito bom com seus pais. Isso é até contraditório, porque ele recebe um suporte enorme dos pais desde que foi tirado do armário, mas ainda existe essa distância entre eles. Charlie simplesmente não consegue pedir ajuda, sabem? E, bom, realmente não é fácil pedir ajuda.
No meio disso tudo, também acompanhamos os dilemas dos outros personagens. O próprio Nick está enfrentando problemas em casa que dizem respeito ao seu irmão homofóbico e seu pai ausente; Darcy, apesar de ter um astral maravilhoso, não pode nem contar para a família sobre sua sexualidade; e Tao e Elle também têm uns momentos de fragilidade.
Apesar dos momentos difíceis, Heartstopper: De Mãos Dadas mostra que sempre há uma luz no fim do túnel. Deixa claro que o processo de cura é lento, mas é possível, principalmente quando temos o apoio das pessoas que amamos. O final foi feito para deixar a gente querendo mais, e eu não vejo a hora de poder ler mais sobre meus personagens preferidos. ❤










