24 de agosto de 2019

Resenha: S. Bernardo

A nova edição de um dos maiores romances de Graciliano Ramos. No declínio de um atribulado percurso de vida, Paulo Honório, poderoso fazendeiro do sertão alagoano, conta a sua história. O narrador revisita dramas da sua vida e conflitos internos que permanecem inexplicáveis até o momento em que suas memórias estão sendo escritas. Nem a fazenda S. Bernardo, que Paulo Honório comprou por preço irrisório, nem a professora Madalena, a quem contratou para alfabetizar as crianças do seu empreendimento rural e com quem acaba se casando, deram-lhe o sossego que tanto buscava. A escrita, então, é o que lhe resta, na tentativa de ter de volta a paz desejada. Da elaborada teia existencial desenvolvida ao longo da trama – com os conflitos entre as visões de mundo incorporadas pelos personagens –, destaca-se um texto riquíssimo, principalmente nas falas de Paulo Honório, construído em metáforas surpreendentes, ainda que disfarçadas pela concretude das palavras.

Título Original: S. Bernardo
Autor: Graciliano Ramos
Páginas: 288
Editora: Record
Livro recebido em parceria com a editora
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Eu nunca fui muito fissurada por clássicos, fossem eles nacionais ou internacionais. Tenho que admitir que eu fico com um pouco de preguiça, já que, na maioria das vezes, a linguagem é rebuscada demais para o meu gosto. S. Bernardo, por exemplo, foi lançado lá pela década de 30 e desde então vem ganhando novas edições, como essa de 2019 da Editora Record. Confesso que se eu não tivesse recebido esse livro, provavelmente morreria sem conhecer as memórias de Paulo Honório.

21 de agosto de 2019

Por Que Falamos de Cultura do Estupro?


Quando julgamos e avaliamos crimes, de forma geral, nós ― quando eu digo "nós", me refiro à sociedade como um todo ― sempre condenamos o agressor, afinal, foi uma escolha dele. Porém, caso vocês nunca tenham reparado, essa premissa não é válida quando um homem estupra uma mulher. Obviamente é um crime, também foi escolha do agressor, mas todo mundo sempre arranja um jeito de culpabilizar a vítima: "ah, mas andando sozinha a essa hora da noite, queria o quê?", "usando essa roupa curta também, tava pedindo", "se não tivesse bêbada, não teria acontecido".

18 de agosto de 2019

Resenha: Daisy Jones and The Six


Embalado pelo melhor do rock'n'roll, um romance inesquecível sobre uma banda dos anos 1970, sua apaixonante vocalista e o amor à música. Da autora de Em Outra Vida, Talvez?.
Todo mundo conhece Daisy Jones & The Six. Nos anos setenta, dominavam as paradas de sucesso, faziam shows para plateias lotadas e conquistavam milhões de fãs. Eram a voz de uma geração, e Daisy, a inspiração de toda garota descolada. Mas no dia 12 de julho de 1979, no último show da turnê Aurora, eles se separaram. E ninguém nunca soube por quê. Até agora.
Esta é história de uma menina de Los Angeles que sonhava em ser uma estrela do rock e de uma banda que também almejava seu lugar ao sol. E de tudo o que aconteceu — o sexo, as drogas, os conflitos e os dramas — quando um produtor apostou (certo!) que juntos poderiam se tornar lendas da música.
Neste romance inesquecível narrado a partir de entrevistas, Taylor Jenkins Reid reconstitui a trajetória de uma banda fictícia com a intensidade presente nos melhores backstages do rock'n'roll.


Título Original: Daisy Jones and The Six
Autor: Taylor Jenkins Reid
Páginas: 360
Tradução: Alexandre Boide
Editora: Paralela
Livro recebido em parceria com a editora
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Daisy Jones sempre foi uma menina lindíssima e inteligente, chamando atenção desde cedo, mas isso não foi a garantia de ter muitos amigos na escola ou fora dela. Em casa não era diferente, já que os pais nunca deram atenção para a filha, nem percebendo quando a menina saía por aí. Apesar de tudo, a solidão de Daisy formou uma pessoa muito madura e talentosa.

15 de agosto de 2019

Resenha: A Rainha Aprisionada


No segundo volume da trilogia Iskari, uma nova heroína entra em cena para lutar pela liberdade de seu povo ― e de sua irmã ― em meio a um conflito que apenas começou. Firgaard foi governada durante décadas por um rei tirano e manipulador, capaz de condenar povos inteiros apenas para aumentar seu poder.
Depois de uma grande batalha, Asha, sua filha, conseguiu derrotá-lo. E, assim, Dax, o primogênito, assumiu o poder ao lado de Roa, sua esposa. Roa é uma forasteira vinda das savanas ― um território sob o domínio de Firgaard, que há anos é oprimido e está prestes a entrar em colapso.
O maior desejo da nova rainha, mesmo sabendo que não é bem-vinda em seu novo lar, é mudar a vida de seu povo. O que ela não esperava era encontrar uma chance de alterar o curso do destino e trazer de volta à vida sua irmã gêmea, Essie, morta quando criança em um terrível acidente. O único obstáculo? O novo rei.

Título Original: ISKARI #2
Autora: Kristen Ciccarelli
Páginas: 376
Tradução: Eric Novello
Editora: Seguinte
Livro recebido em parceria com a editora

A Rainha Aprisionada não vai ser exatamente uma continuação com a nossa conhecida heroína Asha, do primeiro livro, A Caçadora de Dragões. Esse segundo livro começa mais ou menos do ponto onde o outro terminou, mais especificamente alguns meses depois.
 
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