21 de agosto de 2017

Resenha: Quinze Dias

Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

Título Original: Quinze Dias
Autor: Vitor Martins
Páginas: 208
Editora: Globo Alt
Livro recebido em parceria com a editora

Eu não acompanho muitos booktubers, então a verdade é que eu não conhecia muito bem o Vitor Martins. Bom, mas o que vocês realmente precisam saber é que Quinze Dias é o livro de estreia do Vitor e ele não podia ter entrado no mercado editorial de uma forma melhor. Isso porque a sua história passa uma mensagem que é extremamente importante para a sociedade. 

19 de agosto de 2017

Cinema: O Jogo da Imitação

Título Original: The Imitation Game
Ano: 2014
Diretor: Morten Tyldum
Duração: 2 horas e 14 minutos
Gênero: Drama | Biografia
Elenco principal: Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Alex Lawther                                 
Baseado na história real do lendário criptoanalista inglês Alan Turing, considerado o pai da computação moderna, narra a tensa corrida contra o tempo de Turing e sua brilhante equipe no projeto Ultra para decifrar os códigos de guerra nazistas e contribuir para o final do conflito.
Os alemães com sua máquina criptografada chamada Enigma, tinha um sistema seguro e diariamente mutável de comunicação. Entretanto, era um concorrência desleal com a Tríplice Aliança desprovidos de qualquer tecnologia semelhante, e pior: sem nenhuma pista dos próximos ataques dos aliados. A cidade de Londres era frequentemente bombardeada, e finalmente surge um projeto de interpretação da complexa máquina.

17 de agosto de 2017

Resenha: A Rebelde do Deserto & A Traidora do Trono

A Rebelde do Deserto: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.
A Traidora do Trono: Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade- a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam.

Títulos Originais: Rebel of the Sands e Traitor to the Throne
Autora: Alwyn Hamilton
Páginas: 283 e 440
Tradução: Eric Novello
Editora: Seguinte
Livro recebido em parceria com a editora

Comecei a ler A Rebelde do Deserto sem saber nada sobre o enredo e, sem ter ideia sobre o que esperar, fui surpreendida desde a primeira linha. Fui surpreendida pelo gênero do livro, que eu não sabia se tratar de fantasia, pela crítica à diferenciação entre homens e mulheres impressa no texto e por todo o mundo criado por Alwyn Hamilton. Nesse primeiro livro da série, a autora nos apresenta um mundo cheio de magia e seres mitológicos rodeados pelas areias do deserto de Miraji, as quais parecem preencher cada pedaço de pele dos habitantes daquele lugar.

15 de agosto de 2017

Resenha: Ladainha

Bruna Beber tenta retirar, ao extremo, o peso, a profundidade e a densidade da poesia. A começar pelo título: tipo de canto, prece ou recitação que provém de uma dimensão religiosa, a palavra “ladainha” passou a ser usada para dizer aquilo que se repete incansavelmente apesar de já ter perdido o sentido. Ainda, ao escolher não dar títulos aos poemas, mas apenas enumerá-los com a sequência dos 32 primeiros números primos, Bruna Beber foge à simples infinitude dos números naturais, aspirando a uma infinitude ainda não de todo mapeada. O que poderia ser visto como um exercício de banalidade e humor propositalmente afirmativos é, antes de tudo, uma posição ironicamente crítica da poesia para com sua história, para com a poeta, o leitor, a tradição, o mundo, o nosso tempo e, mesmo, a vida.

Título Original: Ladainha
Autora: Bruna Beber
Páginas: 94
Editora: Record
Livro recebido em parceria com a editora

Há um tempo, eu jurava para todo mundo que eu não gostava de ler poesias. Depois eu só me dei conta que ainda não tinha encontrado o tipo de poesia certa para mim, e cheguei a essa conclusão após conhecer o trabalho do Leminski. Desde então, resolvi me aventurar um pouco mais no gênero e o faço sempre que tenho oportunidade. É uma pena que Ladainha não despertou em mim o mesmo sentimento que os livros do meu amado Paulo Leminski. 

13 de agosto de 2017

Resenha: A Casa do Lago

A casa da família Edevane está pronta para a aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda mais motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a mansão para sempre. Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros. A investigação fará com que seu caminho se encontre com o de uma famosa escritora policial. Já uma senhora, Alice Edevane trama a vida de forma tão perfeita quanto seus livros, até que a detetive surge para fazer perguntas sobre o seu passado, procurando desencavar uma complexa rede de segredos de que Alice sempre tentou fugir. Em A Casa do Lago, Kate Morton guia o leitor pelos meandros da memória e da dissimulação, não o deixando entrever nem por um momento o desenlace desta história encantadora e melancólica.

Título Original: The Lake House
Autora: Kate Morton
Páginas: 464
Tradução: Rachel Agavino
Editora: Arqueiro
Livro recebido em parceria com a editora

A Casa do Lago foi publicado no Brasil este ano pela editora Arqueiro. Possui 457 páginas, divididos em 34 capítulos, alternados entre vários personagens, tanto os principais quanto os secundários. Esse detalhe me agradou bastante já que a premissa é repleta de mistérios e assim podemos ver todos os lados da história e do caso.

9 de agosto de 2017

Resenha: A Zona Morta

Foto: Desbravador de Mundos
Depois de quatro anos e meio, John Smith acorda de um coma causado por um acidente de carro. Junto com a consciência, o que John traz do limbo onde esteve são poderes inexplicáveis. O passado, o presente, o futuro – nada está fora de alcance. O resto do mundo parece considerar seus poderes um dom, mas John está cada vez mais convencido de que é uma maldição. Basta um toque, e ele vê mais sobre as pessoas do que jamais desejou. Ele não pediu por isso e, no entanto, não pode se livrar das visões. Então o que fazer quando, ao apertar a mão de um político em início de carreira, John prevê o que parece ser o fim do mundo?

Título Original: The Dead Zone
Autor: Stephen King
Páginas: 480
Tradução: Maria Molina
Editora: Suma de Letras
Livro recebido em parceria com a editora

Em A Zona Morta, acompanhamos a vida do professor John Smith, que vive uma pequena cidade nos Estados Unidos e tem um dom extremamente perturbador, que foi adquirido em um episódio de sua infância e leva consigo até os dias de hoje. Quando John toca em alguém, ele consegue ver todo o passado dessa pessoa, além de também ser capaz de ver lampejos do futuro. Conforme John foi envelhecendo, seu dom foi tomando proporções muito maiores.
 
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