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15 de janeiro de 2023

A Bala Que Errou o Alvo, de Richard Osman, a mais nova aventura do Clube do Crime das Quintas-Feiras


Desde 2021 a série O Clube do Crime das Quintas-Feiras vem conquistando fãs por aí. Convenhamos que é fácil demais gostar de Elizabeth, Joyce, Ibrahim e Ron, que são simplesmente velhinhos que gostam de solucionar crimes. No primeiro volume, eles descobriram quem assassinou o empreiteiro de Cooper Chase, o lugar em que eles vivem. Já em O Homem que Morreu Duas Vezes eles conseguem, pasmem, enganar mafiosos poderosíssimos para roubar diamantes. E assim, Richard Osman tinha que vir com uma história muito surpreendente para superar esse babado do segundo volume, e digamos que, em partes, ele consegue. 

Antes de começar, gostaria de avisar que, como vocês obviamente notaram no primeiro parágrafo, é impossível falar de A Bala Que Errou o Alvo sem soltar spoilers dos volumes anteriores e, eventualmente, desse próprio volume, então estejam avisados e parem por aqui caso não gostem ou não queiram saber detalhes demais. 

Em A Bala Que Errou o Alvo, o Clube do Crime está trabalhando em um caso que envolve um possível assassinato de uma jornalista local que ocorreu dez anos atrás. As coisas estão bem confusas e parecem não sair do lugar, principalmente porque nenhum corpo foi encontrado. E como se isso já não fosse dificuldade o suficiente, Elizabeth está sendo chantageada por um inimigo desconhecido: ela tem que matar um antigo amigo se quiser que ela e Joyce continem vivas. Dessa forma, o autor consegue prender o leitor com dois mistérios ao invés de um.

Como sempre, a narrativa de Richard Osman está excepcionalmente divertida e os capítulos narrados por Joyce continuam sendo o ponto alto da história. Além disso, somos apresentados a novos personagens que, ao que tudo indica, deverão ser recorrentes no próximo volume. Eu adorei isso, sobretudo porque nos apegamos à eles mesmo sabendo que não são lá muito confiáveis. Para falar a verdade com vocês, me questiono se devo rotular qualquer um dos personagens desse livro como confiável... Acho que rola muito aquela vibe anti-herói que todo mundo gosta: parece ser malvado, tem umas ações muito duvidosas, mas no fim o coração é bem molenga. Isso vale, inclusive, para Elizabeth, Joyce, Ibrahim e Ron.

Outro ponto alto do livro são as histórias que acontecem em paralelo ao enredo principal: o sofrimento de Elizabeth ao constatar que Stephen, seu marido, está sendo totalmente consumido pelo Alzheimer; o romance inusitado entre Bogdan e Donna; todos os laços de amizade fora do quarteto principal; e até mesmo as peripécias de Alan, o cachorro de Joyce — e vocês não vão acreditar: descobri que o Instagram da personagem, @greatjoy69, existe de verdade e as publicações são fofas demais, hahahaha.

Em comparação aos volumes anteriores, A Bala Que Errou o Alvo é bem mais curto, mas em compensação o mistério demora muito mais para prender. Apesar de estarem interligados de certa forma e um precisar do outro para se desenvolver, o plot envolvendo Elizabeth é bem mais interessante que o da jornalista. Pelo menos no início, eu estava muito mais interessada em saber o que a Elizabeth ia fazer e quem estava tramando contra ela do que descobrir ser Bethany Waites havia ou não sido assassinada. Confesso para vocês que algumas vezes me dava uma preguicinha quando o foco era a investigação desse suposto assassinato... Senti que essa parte foi um pouco negligenciada, mas no fim das contas acabou sendo satisfatório. Por mais que eu tenha adivinhado o final, não adivinhei a motivação, então gostei de modo geral.

Para o quarto volume, que acredito ser o último da série, Richard Osman já deixou algumas pistas de algumas coisas que podem acontecer, talvez envolvendo uma certa traficante que foi pega no volume dois... Não sei se é o bastante para um livro inteiro, mas tenho certeza que essa história vai ter um desfecho. Espero também ver mais do Bogdan, ainda mais porque eu reclamei que ele não estava sendo aproveitado o suficiente e, nesse volume, dá uma boa melhoara, visto que ele ganha seu próprio arco. 

Acho que, dos três, o meu preferido ainda é O Homem que Morreu Duas Vezes pelo simples fato de ser o mais bem desenvolvido e inteligente até agora. A Bala Que Errou o Alvo é muito mais engraçado, mas não acho que isso compense uma forçação de barra ou outra que acontecem, e O Clube do Crime das Quintas-Feiras é muito introdutório para ser considerado o melhor. Mas não vou enganar vocês: sou completamente apaixonada pelo Clube do Crime e não vejo a hora da próxima aventura ser lançada aqui no Brasil!

Título Original: The Bullet That Missed ✦ Autor: Richard Osman
Páginas: 320 ✦ Tradução: Jaime Biaggio ✦ Editora: Intrínseca
Livro recebido em parceria com a editora

11 de setembro de 2021

O Clube do Crime das Quintas-Feiras | Richard Osman


Não conheço uma pessoa que não goste de ler um mistério, nem que seja de vez em quando. É engraçado, porque eu só lembro o tanto que eu gosto do gênero quando paro para ler — o que significa que eu deveria ler mais, né? E foi justamente por isso que eu me interessei por O Clube do Crime das Quintas-Feiras: estava sentindo falta e a sinopse me chamou muito a atenção, porque os protagonistas são velhinhos na casa dos 80 anos. Imaginei que seria, no mínimo, uma leitura divertida. Nesse quesito eu com certeza acertei o palpite.

Nossos protagonistas vivem em um lugarejo chamado Cooper Chase, que é basicamente um retiro de aposentados na Inglaterra. Todas as quintas-feiras Elizabeth, Joyce, Ibrahim e Ron se reúnem para tentar desvendar casos antigos que não chegaram a um desfecho satisfatório, na esperança de encontrarem os criminosos. Tudo não passava de um hobby até que o empreiteiro local é assassinado após uma série de acontecimentos que prometiam colocar a paz dos idosos em risco. Assim, o quarteto fantástico decide entrar em ação.

Eu gostei bastante dos personagens, mas Elizabeth e Joyce foram minhas favoritas. Além de muito divertidas, formam a dupla dinâmica perfeita. Fiquei abismada com a sagacidade de Elizabeth, a única que realmente fazia o caso sair do lugar. É claro que ela precisava da ajuda dos amigos, mas ela é a cabeça da equipe, sabem? E olhem que curioso, ia falar que eles ajudam a polícia, mas na verdade é o contrário... É a polícia que ajuda, meros coadjuvantes na investigação.

A narrativa é bem interessante, lembra um pouco o estilo da Agatha Christie, mas um pouco mais moderninha. Ainda que a maioria das passagens seja em terceira pessoa, sob o ponto de vista de um narrador onipresente, temos também a visão de Joyce, que resolveu escrever um diário para relatar os acontecimentos — na minha opinião, o tesouro da escrita de Richard Osman, voto para que o segundo volume da série seja exclusivamente narrado por Joyce. 

Apesar disso, achei a escrita um pouco lenta, de modo geral... E olha que os capítulos são super curtos, o que costuma acelerar a leitura. Acontece que o ponto central da trama demora bastante para aparecer, e depois as pistas são apresentadas muito devagar. Sei lá, senti que ficou faltando alguma coisa para deixar tudo mais dinâmico, mais bem distribuído, até porque o final foi um pouco corrido. Ainda assim, gostei muito de acompanhar as peripécias do clube.

Achei o final satisfatório. Suspeitei de MIL pessoas diferentes e no final ainda fui surpreendida. No fim das contas, o que me faz classificar um livro de mistério como bom ou não, é isso: se eu acertei o assassino, é porque é tão óbvio que o autor não conseguiu me enganar, o que é bem fácil, diga-se de passagem. O meu veredito final é que é um bom livro, mas só. Mas acredito que a série tem muito potencial, principalmente porque há espaço para os personagens serem melhor trabalhados. 

Título Original: The Thursday Murder Club ✦ Autor: Richard Osman
Páginas: 400 ✦ Tradução: Jaime Biaggio ✦ Editora: Intrínseca
Livro recebido em parceria com a editora

4 de fevereiro de 2022

O Homem que Morreu Duas Vezes, a incrível sequência de O Clube do Crime das Quintas-Feiras | Richard Osman


O Clube do Crime das Quintas-Feiras é uma série de mistério criada por Richard Osman. Poderia ser apenas mais uma série de mistério, mas nessa trama temos algo muito especial: os protagonistas são idosos na casa dos 70-80 anos. Isso mesmo que vocês leram! No primeiro volume, somos apresentados à Elizabeth, Joyce, Ibrahim e Ron, que entraram em ação para tentar descobrir quem assassinou o empreiteiro de Cooper Chase. 

O Homem que Morreu Duas Vezes, por sua vez, começa exatamente no ponto em que o anterior termina, mas obviamente com a introdução de um novo plot principal. Em um belo dia, durante uma das reuniões com o clube, Elizabeth recebe uma carta de uma pessoa que ela tem certeza que já morreu. Isso só pode significar uma coisa: quem lhe enviou a carta não só a conhece muito bem, como provavelmente conhece o seu passado. A partir daí, os quatro se veem envolvidos em um novo mistério, muito mais elaborado, envolvendo diamantes caríssimos e bandidos mafiosos.

Já preciso dizer para vocês que praticamente tudo o que eu reclamei que não tinha no primeiro livro, Richard Osman colocou nesse. Primeiro de tudo, a dinâmica da narrativa está muito melhor. Não tem aquele início lento, muito provavelmente porque já estamos familiarizados com os protagonistas, só estamos conhecendo um pouco mais deles. Além disso, já existe um mistério desde o comecinho, que é quando Elizabeth recebe a carta, e depois ele vai sendo incrementado e ficando cada vez melhor. O surto para descobrir o que estava acontecendo, gente, rs. 

Depois, não se se vocês se lembram, comentei que o ponto alto da escrita de Osman eram as partes narradas por Joyce. O Homem que Morreu Duas Vezes não é exclusivamente narrado por ela, mas sua participação melhorou consideravelmente. Não só nos escritos do diário, onde ela relata um pouco do que o grupo está aprontando & mais algumas coisinhas super engraçadas do seu dia-a-dia, mas durante a investigação também, o que me deixou muito feliz, porque ela é minha personagem preferida. Gosto muito da Elizabeth também, e aqui tivemos o privilégio de descobrir alguns dos segredos dela, que são inimagináveis, inclusive.

Uma das coisas que eu mais gostei nos dois volumes, mas que é melhor retratado nesse segundo, é que pessoas mais velhas não são tão frágeis quanto pensamos que são. É óbvio que a idade traz algumas dificuldades, mas eu acho que nós subestimos demais essas pessoas, sabem? De certa forma, comecei a enxergar a velhice com outros olhos. A gente acaba estereotipando demais as coisas, então é sempre bom ler algo que nos leva a ter outra visão.

Nem só de protagonistas vive um livro, não é mesmo? A única coisa que eu senti um pouco de falta foi mais presença do restante dos personagens. Por exemplo, temos os policiais Donna e Cris que se fazem muito presentes e são muito legais, mas queria muito que Bogdan fosse mais explorado. Quer dizer, ele é um personagem muito engenhoso e importante pra ser apenas um coadjuvante! Para mim ele é a personificação do que é amizade, e isso deveria ser levado em consideração.

A grande questão é que dá para notar o amadurecimento de Richard Osman. Os personagens foram mais humanizados, a escrita está muito mais inteligente quando comparada ao primeiro volume da série e o mais importante: não existem pontas soltas em relação ao mistério. Além do mais, como não se apaixonar por um livro de mistério que é muito bem humorado? Não vejo a hora dos próximos lançamentos!

Título Original: The Man Who Died Twice ✦ Autor: Richard Osman
Páginas: 400 ✦ Tradução: Jaime Biaggio ✦ Editora: Intrínseca
Livro recebido em parceria com a editora

7 de outubro de 2021

Resumo Trimestral: Julho, Agosto & Setembro 2021


Adivinhem quem prometeu que ia postar mais no blog nessa reta final de 2021 e sumiu por uma semana? Isso mesmo, euzinha! Mas em minha defesa, retirei dois sisos e fiquei tão molenga que, além de não ler nada, nem consegui ligar o computador para fazer qualquer coisa — eu praticamente fiquei deitada olhando pro tempo pensando por que cargas d'água a gente nasce com um trem que tem que tirar na grande maioria dos casos, rs. 

Ai gente, e se eu contar pra vocês que tenho lido muito pouco? Tô sentindo um desânimo, uma preguiça... Vocês já passaram por isso? Zero vontade de ler qualquer coisa e tudo que eu começo, acho ruim. Tomara que essa onda "odeio ler" passe logo, viu? Querendo ou não, o blog reflete essa fase ruim... Durante os meses de julho, agosto e setembro consegui finalizar 11 livros, número menor que os meses anteriores.


Leiam também:

Li 6 livros em julho, 2 em agosto e 3 em setembro — foi exatamente a partir de agosto que minha animação com leitura caiu drasticamente. Juntos, os 11 livros somaram 3151 páginas! Olhando dessa forma, é até bastante, né? Como vocês puderam ver acima, meus favoritos foram Arlindo e Enquanto Eu Não Te Encontro, ambos nacionais, que delícia! Minha maior decepção foi A Caminho do Altar, nem acredito que a série terminou sem graça desse jeito, gente! Ainda bem que ainda tem o livro de contos pra ver se vem um refresco!

Caso tenham perdido alguma das resenhas que foram publicadas até agora, é só clicarem nos links abaixo:


As meninas fizeram um trabalho ma-ra-vi-lho-so no blog nesses últimos três meses, super seguraram a barra e não tenho nem como agradecer a contribuição delas! Não deixem de conferir as resenhas delas também, viu?


Aproveito a deixa para pedir para vocês me seguirem no Twitter, porque tô sempre comentando minhas leituras por lá também. Acaba que a rede é bem dinâmica pra isso, né? Inclusive, tô numa vibe de fazer sorteios lá, rs. Mais uma coisa: eu tô bem triste por ter lido menos que o normal, mas eu tenho consciência que 11 livros em 3 meses é muito mais do que muitos brasileiros leem por aí. Não se cobrem tanto, tá? Vou tentar me cobrar menos por aqui também! 

23 de janeiro de 2022

Livros cinco estrelas de 2021


Já diria o ditado: antes tarde do que mais tarde! Sei que estou um pouquinho atrasada, mas não poderia deixar de vir mostrar para vocês todos os livros que avaliei com cinco estrelas no ano de 2021. Tô muito animada para vocês verem a lista completa, porque tem de tudo um pouco, inclusive romance de época, rs. 

Livros cinco estrelas dos anos anteriores

✦ 2020
✦ 2019
✦ 2018
✦ 2017
✦ 2016
✦ 2015
 
A seguir, os melhores livros do ano, na minha humilde opinião, por ordem de leitura


Verdades do Além-Túmulo, Caitlin Doughty
Minha Vida Fora dos Trilhos, Clare Vanderpool

Me apaixonei perdidade por Verdades do Além-Túmulo por motivos óbvios: o humor em algo que é considerado tabu, afinal, não sabemos lidar com a morte. Como é um livro voltado para o público infantil e inspirado nele, já que a autora responde perguntas feitas por crianças e adolescentes, é fácil demais se divertir. 

Já Minha Vida Fora dos Trilhos, apesar da trama simples, me tocou por completo. Existe um belo mistério envolvendo uma cidadezinha no Kansas, passagens no passado e no presente, tudo o que amamos e que impulsiona nossa curiosidade. Adorei também que a autora inseriu dados históricos na trama, tudo muito natural! O final é bem previsível, mas não menos emocionante. "Existem livros bons que são bons porque nos surpreendem, e existem livros bons porque são muito bem escritos e tocam o nosso coração, que é o caso de Minha Vida Fora dos Trilhos".

Longo e Claro Rio foi a minha maior surpresa, até agora, enquanto assinante da TAG Inéditos. É um romance policial, mas carregadíssimo de drama, característica que amo demais em qualquer tipo de livro. Todos os personagens são muito reais, é como se fossem nossos vizinhos, sei lá... Mas o que me conquistou de verdade foi uma certa reviravolta que me pegou totalmente desprevenida. 


A Cinco Passos de Você, Rachael Lippincott, Mikki Daughtry & Tobias Iaconis
O Avesso da Pele, Jeferson Tenório

Ai meus amores, os famosos sick lits né, quem não ama? Um drama infinitooooooo, e quando morre alguém então? O que eu mais amei em A Cinco Passos de Você, além do fato de eu ter morrido de chorar, foi justamente o fato de ser diferente, sabem? E eu amei o final do livro, me deu esperença demais... Agora, o final do filme quebrou meu coração. Cês já viram?

O Avesso da Pele foi o melhor nacional que li há tempos... As palavras de Jeferson Tenório são muito difíceis e verdadeiras, extremamente necessárias. Acho que nunca tinha lido na minha vida um texto tão impecável e maravilhoso!

Gente, pelo amor de Deus, como que O Conde Enfeitiçado não é o livro preferido de vocês dos Bridgertons? Não tem o mínimo de cabimento vocês preferirem O Visconde que me Amava à essa obra prima dramática??? Em primeiro lugar, a Francesca é perfeita & sofrida, que por si só dá uma carga a mais para o enredo. Em segundo lugar, como ela já foi casada anteriormente, achei a história infinitamente mais madura que qualquer outra. Nem tentem discordar de mim, ouviram? rs


Hibisco Roxo, Chimamanda Ngozi Adichie
Sem Ar, Jennifer Niven
Arlindo, Ilustralu

Chimamanda Ngozi Adichie é uma das maiores escritoras da atualidade, acho que quanto a isso não há discussão. Já li outros livros dela e todos são maravilhosos, então já esperava que Hibisco Roxo estivesse no mesmo nível. Nunca um livro tinha me despertado tantos sentimentos... Senti raiva, tristeza, desejei coisas muito ruins para um personagem, me senti tão desprezível quanto esse personagem... Enfim. As passagens também são muito fortes, então tem que ler com bastante cuidado.

Vi muitas pessoas criticando bastante a protagonista de Sem Ar, provavelmente meu clichê de verão preferido da vida. Ela é bastante impulsiva e imatura, eu entendo, mas que adolescente não é? E eu tenho certeza que o mocinho compensa todos os defeitos, porque ele é maravilhoso demais... Até eu me apaixonei um pouco por ele, e eu amo quando livros fazem isso... Como que é possível a gente se apaixonar por uma pessoa que nem existe de verdade?

Arlindo é sem palavras, né? Muito interessante a visão de um personagem LGBTQIA+ que vive na região que, apesar de ser a mais linda do país, também é a mais homofóbica. Fiquei foi deveras apaixonada pelas inúmeras menções à cultura pop dos anos 2000, bateu aquele sentimento de nostalgia delicioso, e o sotaque nordestido só deixou tudo muito melhor!


Blackout, Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk & Nicola Yoon

Vocês não calculam a felicidade que eu tenho só de ver o quanto nossa literatura está tendo destaque em grandes editoras! Enquanto Eu Não Te Encontro é mais um livro cheio de representatividade, imerso em um clichê estilo Sessão da Tarde que raramente encontramos quando os personagens são LGBTQIA+. A escrita do Pedro Rhuas é muito leve e divertida, não vejo a hora de ler outras coisas dele!

E sim, temos mais um Julia Quinn entre os livros cinco estrelas de 2021! Eu gostei demais mesmo de E Viveram Felizes Para Sempre, o livro de contos que encerra as histórias de uma das nossas famílias preferidas da literatura. Adorei cada detalhe de todos os contos e fiquei muito feliz de ter um gostinho a mais desses irmãos que conquistaram o meu coração.

Blackout foi uma grata surpresa no fim de 2021. É um livro escrito por seis autoras diferetes, como se fossem contos, com personagens diferentes em cada "capítulo", mas que estão conectados de alguma forma. Gostei mais de umas histórias do que de outras, mas de forma geral o livro é tão bem conectado que foi impossível não amar!


É óbvio que os dois primeiros volumes de Heartstopper estariam nessa lista! Foi e está sendo uma delícia acompanhar como a amizade entre duas pessoas se transforma em amor. Além de tudo, um dos dois protagonistas está se descobrindo, é a coisa mais fofa do mundo! As famílias dos dois meninos apoiam eles demais, e foi isso o que mais me emocionou... Ah se todas fossem assim...

O Homem Que Morreu Duas Vezes é o segundo volume da série que acompanha nossos amados velhinhos de O Clube do Crime das Quintas-Feiras. Gostei infinitamente mais dele porque a história é muito melhor construída. Além disso, passamos a conhecer melhor os protagonistas que foram apresentados pra gente no primeiro livro, com o bônus da Joyce, que é minha personagem preferida, ter tido um espaço muito maior.

Estava bem aqui montando essa lista e rachando de rir porque não faz um pingo de sentido, né? Tem livro de tudo quanto é gênero diferente, e que bom! Vocês também são assim? Deixem aqui os livros preferidos de vocês no ano passado!